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Curiosidades sobre o Mônaco na Copa da França.

O Mônaco enfrenta o Stade Rennais quarta feira na Copa da França. (Foto: Sudur.com)
O grande objetivo do clube Principado é a Copa da França, algo que foi admitido pelo vice-presidente Vadim Vasylev em distintas ocasiões. Como a esperança é enorme para a classificação, um pouquinho antes das oitavas de finais na Coupe de France o site do ASM listou 10 coisas que você precisa saber sobre a história dos Rouge et Blanc na Competição, e nós não deixamos isso passar em branco.

A primeira classificação foi no natal de 1932!
A primeira exibição do Mônaco no tradicional torneio foi na 32ª rodada da temporada 1932/1933. Em Antibes (conhecido por ser uma cidade turística), os vermelho e branco empataram com o U.S Berfort, por 0-0. Como na época não existia, prorrogação, e muito menos penalidades máximas, o jogo teve de ser remarcado. Na segunda partida, realizado no dia 25 de dezembro de 32, ASM que residia a divisão de honra (que é a liga regional da França nível VI, ou melhor dizendo nível amador) se impôs com o placar 2-1, classificando para 16-avos de final. Onde seria derrotado pelo Nice por 2-1, outrora chamado Nice Olympique. Campeão Regional na época, o clube estreou-se nos profissionais na temporada seguinte, participando do 1º Campeonato da da segunda divisão.

A partida diante o Rennes será a de nº 268.
O jogo desta quarta-feira será bem especial, até porque é o de 268 do AS Mônaco na Copa da França, uma competição já faturada cinco vezes, nos anos 1960, 1963, 1985, e 1991 (com 77 participações, 509 gols marcados). Também será a 35º partidada realizada no estádio Louis II.  Foram 28 ocasiões que os monegascos conseguiram classificar-se para a próxima rodada. Sendo eliminados sete vezes, duas em disputa de pênaltis.

Jean Luc-Ettori, o especialista.
O nome dele é Jean Luc-Ettori, com 92 jogos, é o jogador do Mônaco que mais jogou na Coupe de France, ganhando três vezes em 1980, 1985, 1991. Além dos 3 títulos conquistados, chegou a duas finais, a primeira contra o Metz, 1984, e a segunda diante o Olympique de Marselha, 1989. Era para estar na final de 1992, mas não jogou por causa de Furiani. Além de Etorri, Claude Puel é o segundo jogador monegasco com mais participações, 61 jogos. Atrás deles vem Manuel Amoros, Jean Petit (ambos com 41 partidas).


Ídolo do Mônaco, Jean Luc-Etorri foi o que mais jogou e ganhou títulos pelo principado. (Foto: AS MONACO).
Saldo positivo nas oitavas de finais.
Essa é a trigésima-oitava participação do principado nas oitavas. Até agora conseguiram classificar-se 23 vezes para as quartas de finais, sendo eliminados 14 vezes nessa fase do torneio. Prestando atenção em um detalhe, os Rouge et Blanc chegaram posteriormente 15 vezes nas semi-finais, e 10 nas finais (com 5 vitórias, 4 derrotas, e 1 final não disputada).

AS Mônaco historicamente se dá melhor.
Atrás do OM (18 finais), PSG (12 finais), o ASM é o terceiro clube com mais participação na final deste torneio (9 finais disputadas, e 1 não disputada). Com 5 títulos, o Mônaco é o 5º clube com mais taças adquiridas na competição. Somente Lille, Saint Etienne (6 vitórias), PSG (8), e Olympique de Marselha (10) saíram-se melhor.

Rennes más recordações ...
Essa é a quarta vez na história dos dois clubes a se enfrentarem na Coupe de France, e o confronto não é tão favorável ao principado. Em 1966-1967 os bretons venceram, 2-1 em Marselha. Mesma situação vivida em 1970-1971. Os Rouge et Blanc haviam vencido por 2-0 no Stade Louis II, antes de sofrer um terrível revés no Stade de La Route de Lorient, 4-0. Semanas depois o Stade Rennais classificou-se para as finais, aonde venceria o Lyon por 2-1 sagrando-se campeão, pela segunda e última vez em sua história. Pelo menos até agora.

O último confronto foi bom precedente nas 8ª de finais.

O último confronto diante o adversário de quarta-feira foi em 2004/2005 também nas oitavas de finais, sendo desta vez com o principado vencedor, um gol de Javier Saviola na prorrogação permitiu os monegascos classificarem-se para as quartas de finais. Porém a rota do Mônaco mais tarde seriam interrompida diante o Sedan, na semi-final.

Delio Onnis o artilheiro.
Dos 509 gols marcados pelo AS Mônaco na Coupe de France, Delio Onnis é de longe o maior contribuinte para este feito, com 30 tentos em 39 partidas vestindo a camisa do vermelho e branco. O segundo colocado é Henri Biancheri, com 11 gols em 21 jogos, enquanto Sergio Roy é o terceiro, balançando a rede 10 vezes, durante 14 exibições pelo clube no torneio. Nesse atual elenco temos apenas Valére Germain  no 22º lugar de marcadores do Mônaco na Coupe de France, com 5 conquistas em 8 jogos.  

Delio Onnis, além de ser o artilheiro do Mônaco na Coupe de France é um dos maiores artilheiros da história da ligue 1 com 299 gols, além dos Rouge et Blanc jogou no Reims, Tours e Toulon. (Foto: SoccerLens.com).
Berbatov marcou o nº 500 ...
Aos registrar o segundo gol do Mônaco nas quartas de finais da temporada passada, Dimitar Berbatov alcançou uma marca, marcou o quingentésimo gol dos monegascos na  Coupe de France. Semanas depois ele marcariam o número 3000 na Ligue 1. Só números redondos para o búlgaro dos vermelho e branco.

O 35º jogo do Toulalan na Coupe de France.
Jéremy Toulalan é o único jogador do principado a vencer em 2008 a Taça vestindo a camisa do Olympique Lyonnais. Ele irá jogar contra o Rennes, o trigésimo-quinto jogo pela Copa da França. O único gol marcado pelo capitão do ASM neste torneio foi na temporada 2004/2005  defendendo o Nantes.

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Reitor de escola primária afirma que Falcao García teve a idade alterada


O atacante Falcão García, do Mônaco, pode ser o mais novo "gato" descoberto no futebol.

Uma reportagem feita pelo telejornal colombiano "Noticias Uno" mostra indícios de que o jogador tem 29 anos, e não 27, como constam nos registros do artilheiro como atleta. O programa entrevistou Wilson Serrano, reitor do colégio San Pedro Claver, onde o jogador concluiu o ensino primário, e ele assegura que o maior astro do país é dois anos mais velho.


Serrano apresentou ao "Noticias Uno" um documento de 1989 que mostra, além da idade, alteração também na cidade natal de Falcão. Oficialmente, o jogador nasceu em Santa Marta, mas segundo a documentação apresentada pelo reitor, o goleador é natural de Bogotá. A reportagem procurou o pai do jogador, que não atendeu as ligações.

"Nós nunca aceitamos cópias do registro civil. É obrigatório que seja o original, e por isso estou em condições de assegurar que Radamel Falcao García Zárate nasceu em 1984" garantiu Serrano.

Caso a alteração de idade seja confirmada, o caso poderá gerar uma polêmica ainda maior, já que Falcão participou de competições importantes com a seleção nas categorias de base. Em 2001, com 15 anos, jogou o Sul-Americano Sub-17. Em 2005, foi campeão do Sul-Americano Sub-20.

Assista, abaixo, a reportagem do canal de televisão Noticias Uno, da Colômbia




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Os irmãos Ribeiro têm lugar na história do futebol



Nem só de milhões vive o futebol monegasco. Na principal prova interna do principado as equipas são amadoras e há portugueses.

A história do futebol no Mónaco também se faz em português. E não, não é por causa de nomes como Rui Barros, Costinha ou os recém-contratados João Moutinho e Ricardo Carvalho, jogadores que já vestiram ou se preparam para vestir a camisola do AS Monaco.

A realidade futebolística local vai muito além dos rouges et blancs, o emblema mais identificado com o principado, e que assumiu protagonismo no mercado de transferências, graças à bem recheada carteira do russo Dmitry Rybolovlev. São várias as competições locais de futebol no Mónaco, e Portugal está bem representado nelas.

Tudo nasceu do sonho de dois irmãos. Já passaram mais de 30 anos desde que António da Silva Ribeiro chegou ao Mónaco. Natural da zona de Guimarães, emigrou em busca de melhores condições de vida. E foi isso que encontrou no principado.

As coisas correram bem, e em 1995 fundou, com o irmão, a Ribeiro Frères - uma empresa de construção civil. Esse é também o nome da equipa de futebol com a qual competem no Challenge Prince Rainier III, a principal prova do futebol monegasco, que se realiza desde 1976. E, dadas as origens dos irmãos Ribeiro, a equipa só podia jogar com as cores (e o símbolo) do Vitória de Guimarães.

“Fizemos uma festa muito grande com a vitória na Taça de Portugal”, confessou ao PÚBLICO, por telefone, António da Silva Ribeiro.

Vencer no Jamor deu para melhorar a disposição, porque dias antes o Ribeiro Frères tinha perdido (0-2) frente ao Sun Casino, na final do Challenge Prince Rainier III.

Foi o sétimo triunfo nas últimas dez edições da prova para o Sun Casino. “Eles têm uma equipa muito boa”, admitiu o dirigente e, por vezes, também jogador.

Os apelidos são todos portugueses no plantel do Ribeiro Frères: Ribeiro, Borges, Castro, Esteves, Silva, Ferreira, Freitas... Só alguns nomes próprios (Michel, Patrick, Mickaël, Julien, Frédéric ou Antony) deixam perceber quem já nasceu longe de Portugal.

“Somos uma família. Tenho um filho e quatro sobrinhos na equipa. Eu já jogo menos... Mas a equipa é muito boa, bastante unida”, sublinhou António Ribeiro.

Esta foi a quinta vez que o Ribeiro Frères chegou à final do Challenge Prince Rainier III e perdeu para o Sun Casino: aconteceu em 2013, 2011, 2007, 2005 e 2003. Na única vez em que não teve pela frente a equipa do casino, em 2004, a formação de matriz portuguesa conquistou o troféu - bateu na final a equipa do município, por 2-1.

Antes, em 2002, o Ribeiro Frères vencera o Challenge Ville de Monaco, espécie de segundo escalão do futebol do principado. À excepção do AS Monaco, que é uma formação profissional, as outras equipas no principado são amadoras e correspondem a serviços ou empresas.

Para além da Ribeiro Frères, há equipas do município, dos correios, da função pública, das forças de segurança, do hospital, da empresa de estacionamento, de vários bancos e, até, do palácio do príncipe.

Mas são mesmo os rouges et blancs que monopolizam as atenções. As contratações sonantes prometem atrair gente. “Vai ser bom, vão estar muitos portugueses a ver os jogos”, prevê António Ribeiro.

A nacionalidade portuguesa é a sexta mais representada entre as 144 registadas no principado, mostram os dados do último censo, que data de 2008. Se Rybolovlev continua à procura de reforços, o Ribeiro Frères está mesmo ali ao lado.

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Rybolovlev, o Russo do Mónaco


Nos Estados Unidos ele é conhecido pelas extravantes aventuras imobiliárias. Na Suíça abrem a boca de espanto com um divórcio multimilionário. Na Grécia querem impedi-lo de comprar uma ilha. Na Rússia, onde nasceu, passou onze meses preso por suspeita de ter mando matar um homem. Foi ilibado e deixou para trás uma licenciatura em medicina e uma fortuna feita com fertilizantes. No futebol, Dmitry Rybolovlev é o russo que anda a gastar dinheiro no Mônaco.

No dia em que decidiu ser mais um multimilionário no futebol, Rybolovlev já tinha muitas histórias para contar, algo muito comum entre os russos que enriqueceram (muito) na década de 90. Talvez valha a pena começar pelo princípio.

Russo de 46 anos, nasceu na região de Perm (nordeste da Rússia, duas horas de voo de Moscovo) onde estudou e chegou a médico em 1990. Podia ter sido apenas mais um, mas na Rússia os tempos estavam a mudar e as oportunidades abundavam. Rybolovlev tinha um negócio pequeno, com o pai cientista, e em 1992 criou um fundo de investimento e começou a comprar ações de indústrias. Tudo se alterava a uma velocidade por vezes assustadora. Foi mais um a conseguir fazer muito dinheiro em pouco tempo. Em 1995 liderava a Ukralkali, uma das maiores produtoras de fertilizantes.

Casado desde 1987, Rybolovlev viveu um dos piores momentos da sua vida quando em 1996 foi acusado de mandar matar um empresário local. Esteve preso durante onze meses, foi ilibado.

O casal passou a viver sobretudo na Suíça a partir de 1995, Rybolovlev diversificou os investimentos. Além da indústria, comprou quadros de Picasso, Van Gogh, Gauguin and Monet. Mais tarde adquiriu uma casa de Donald Trump, em Palm Beach, e uma ilha no Hawai, que se acredita ter pertencido ao ator Will Smith . Em 2011 pagou 88 milhões de dólares por um apartamento em Nova Iorque. Rezam diferentes notícias que nunca ninguém tinha empenhado tanto dinheiro numa casa, na cidade.

Tudo isto se tornou de repente público e notório porque o casamento de 23 anos terminou.

A mulher, Elena Rybolovleva, acusou judicialmente o marido de infidelidade. Não uma vez, várias e no iate do casal. Mãe de dois filhos, Elena conhecera Dmitry na universidade de medicina. Hoje ela dirige uma fundação cultural em Genebra, escrevem as revistas de economia, e a discreta cidade suíça surpreende-se com aquele que pode ser o divórcio mais caro de sempre. Afinal, Elena reclama metade da fortuna do russo, um valor próximo dos 4,5 mil milhões de dólares.

O dinheiro de Rybolovlev materializou-se quando o russo decidiu vender a posição que tinha na companhia, em 2010. Recebeu cerca de 6,5 mil milhões de dólares. Nos últimos anos tem integrado a lista da revista Forbes. Já foi o 93º mais rico do mundo, agora baixou um pouco, para a posição 119. Na Rússia há nove mais ricos, mas não se pode dizer que seja mau, não é? Afinal, está avaliado em mais de 9 mil milhões de dólares.

Com dinheiro na mão e um divórcio às costas, Rybolovlev começou a gastar em estilo. Além da mansão, do apartamento em Nova Iorque e da ilha no Havai, comprou recentemente uma ilha grega, até agora na posse da família Onassis. Um gesto que não entusiasmou Atenas. O governo está a investigar a possibilidade legal de o bem ser vendido sem que o Estado possa continuar a utilizá-lo. Em rigor, nem foi o russo a comprar, nem foi uma ilha, como explicou à revista Forbes um representante do milionário. "Uma companhia pertencente a um fundo em representação dos interesses de Ekaterina Rybolovleva (a filha, de 24 anos, não especialmente discrete), adquiriu o grupo de empresas detido pela senhora Athina Onassis. Entre os bens do grupo estão as ilhas de Scorpios e Sparti". Na prática, Rybolovlev era o nome que todos referiam.


O futebol apareceu agora, em força, com Rybolovlev a quebrar recordes, ao estilo de Abramovich de outros tempos. A compra de Moutinho e James por 70 milhões atraiu a atenção em Portugal e um pouco por toda a Europa. O anúncio da transferência de um dos maiores avançados do Mundo, Falcão, é a prova final de que algo muito grande e muito diferente está em curso no principado.

Mas a história começou antes. A viver no Mônaco, Rybolovlev assistiu ao declínimo do Mônaco, o principal clube local. Campeão pela última vez em 2000, o Mônaco foi derrotado pela F.C. Porto de José Mourinho em 2003/04, na Liga dos Campeões, e desapareceu do mapa europeu. Voltou a ser falado quando desceu de divisão, por conta de uma má gestão e escassa ligação aos monegascos, nem por isso fanáticos de futebol.

Em dezembro de 2011 a compra foi fechada e Rybolovlev ficou com 66 por cento do Mônaco, o que muito alegrou o sócio número 2 do clube, o Príncipe Alberto II: "Este acordo abre uma nova página na história do clube e espero que a equipe possa reencontrar o prestígio que a tornou uma jóia da vida desportiva do Mônaco", afirmou na altura, citado pela BBC. Já o russo confessou a "paixão" pelo futebol e o desejo de concretizar "o potencial do clube, nas competições internas como na Europa". Para já dinheiro não tem faltado.

Apesar de estar a ser processado pela mulher em cinco países diferentes, Rybolovlev continua a gastar sem discrição no Mônaco. Ainda não se compreendeu exatamente para quê, sendo certo que uma tão avultada soma jamais será recuperada. Depois, dificilmente se vê como poderá o treinador Claudio Ranieri encontrar o sucesso em pouco tempo. Apesar de tudo o italiano tem do seu lado a experiência. Em 2003, quando Abramovich chegou ao Chelsea, também era ele quem estava sentado no banco. Infelizmente apenas um ano. Por enquanto, no Mônaco o maior desafio é mesmo garantir que a equipa poderá competir na Liga francesa em 2013/14.

Rybolovlev é divorciado e tem duas filhas, Ekaterina, nascida em 1989, e Anna, nascida em 2001. 32 Com uma fortuna pessoal estimada em $ 9,5 biliões, em 2011 Rybolovlev ficou em 13º na lista dos 200 homens de negócios mais ricos da Rússia. Uma das Filhas dele abaixo.



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